Educação em Rede
Vivemos num mundo onde todos estão conectados a todo instante, numa sociedade em rede onde a transmissão de informação cresce cada vez mais.
Esta rede afeta diretamente todos os segmentos da sociedade, inclusive a educação, que tem sido fortemente impactada pelo avanço das tecnologias de informação e comunicação como afirma Magnavita (apud Lévy, 1993), pode-se “[...] dizer que a sociedade atual caracteriza-se, sobretudo, pela mutabilidade e pelo movimento acelerado de produção e divulgação de conhecimentos [...]”.
O desenvolvimento acelerado dessas tecnologias atinge a educação que precisa se adaptar a essa realidade.
Assim, a discussão sobre EAD ganha um destaque maior, justamente pela possibilidade de contribuir com o debate sobre redução tanto das desigualdades educacionais, como das distâncias entre as diversas esferas e sistemas de educação. (MAGNAVITA, 2010)
Para se adequar a esses novos processos, a educação, mais especificamente a EAD, tem se aproveitado de diversos recursos midiáticos, principalmente os ambientes virtuais de aprendizagem, que, de acordo com Machado e Teruya (apud PEREIRA; SCHIMIT; DIAS, 2007, p. 4) são mídias[1] que utilizam o ciberespaço para transmitir conteúdos e possibilitar a interação entre os envolvidos no processo educativo.
[...] Porém a qualidade do processo educativo depende do envolvimento do aprendiz, da proposta pedagógica, dos materiais veiculados, da estrutura e qualidade dos professores, tutores, monitores e equipe técnica, assim como das ferramentas e recursos tecnológicos utilizados no ambiente. (MACHADO E TERUYA, apud PEREIRA; SCHIMIT; DIAS, 2007, p. 4)
Podemos chamar de mediação esse conjunto de atores, processos, instrumentos e signos, uma vez que são eles que medeiam nossas ações no dia-a-dia, e são alterados de acordo com o contexto em que estejamos inseridos. De acordo com Valente (2009, apud REGO, 1995, p. 102):
Vigotsky estendeu a noção de mediação homem-mundo pelo trabalho e uso de instrumentos ao uso de signos. Afirma que a relação do indivíduo é mediada, pois este, enquanto sujeito de conhecimento, não tem acesso imediato aos objetos e sim a sistemas simbólicos que representam a realidade.
Portanto, é muito importante que todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem estejam comprometidos com o mesmo, pois, como afirma Okada (2003):
[...] todos os sujeitos são mediadores uns dos outros e mediados pelo próprio mundo. Todos são seres históricos que contribuem para o desenvolvimento de si e do outro. Todos são construtores do conhecimento individual e coletivo na sua inteireza, na dimensão biológica, física, psíquica, cultural, social e planetária.
Assim, “Ao se pensar a utilização das tecnologias de informação e comunicação do ponto de vista da mediação pedagógica é salutar identificá-las/entendê-las a partir de uma abordagem colaborativa [...]” (VALENTE, 2010, p. 24), pois, para que as diferentes estratégias de mediação do processo de ensino-aprendizagem se estabeleçam é de fundamental importância que quem as define esteja ciente do seu papel de mediador pedagógico.
E você, qual a sua opinião?
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MACHADO, Suelen Fernanda; TERUYA, Teresa Kazuko. Mediação pedagógica em ambientes virtuais de aprendizagem: a perspectiva dos alunos. Disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br/ead/arquivos/File/Textos/mediacao.pdf. Acessado em: 16/05/2010.
MAGNAVITA, Cláudia. Educação a Distância: Desafio Pedagógicos. Disponível em: http://www.unebead.adm.br/moodlecv/mod/resource/view.php?inpopup=true&id=6968. Acessado em: 16/05/2010.
OKADA, Alexandra Lilavati Pereira. A mediação pedagógica e a construção de ecologias cognitivas: um novo caminho para a educação a distância. Disponível em: http://www.unebead.adm.br/moodlecv/mod/resource/view.php?id=6969. Acessado em: 16/05/2010.
OLIVEIRA, Maria Rita Neto Sales. Do mito da tecnologia ao paradigma tecnológico; a mediação tecnológica nas práticas didático-pedagógicas. Disponível em: http://www.anped.org.br/rbe/rbedigital/RBDE18/RBDE18_10_MARIA_RITA_NETO_SALES_OLIVEIRA.pdf. Acessado em: 16/05/2010.
PESCE, Lucila. Metodologia de mediação a distância: considerações preliminares. Disponível em: http://www.apropucsp.org.br/revista/r24_r06.htmAcessado em: 04/06/2010
VALENTE, Vânia Rita. Mediação Pedagógica. Salvador: UNEB/GEAD, 2010.
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